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Em busca do real: o futuro das mídias sociais

Muito se fala que as mídias sociais estão cada vez mais difíceis de agradar. Termos como “geração mimimi” ou “alerta textão” foram criados a fim de identificar o público questionador, por aqueles que não concordam com discussões pela internet.

Mas, o que é certo? Devemos criar essas classificações ou entender o real motivo delas? O compreendimento por trás deste cenário tem muito a explicar sobre o rumo que as redes sociais estão tomando.

Todos contra fake news

Sabemos a importância da Internet quando o assunto é compartilhar informações. A questão é quando isso ocorre além das proporções pretendidas.

Após um ano de eleições, milhares de usuários se uniram em um combate contra as notícias falsas – ou fake news como são conhecidas.

Em 2018 a internet se tornou um mundo dividido.

De um lado, contávamos com um exército composto por pessoas dispostas à conversarem e discutirem, e do outro, incontáveis notícias continuavam a ser compartilhadas diariamente.

O fato de notarem o perigo em que estavam inseridos, incentivou a alteração no comportamento de uma grande parcela dos usuários de mídias sociais.

As pessoas se tornaram mais desconfiadas, dando credibilidade apenas a conteúdos compartilhados por conhecidos, amigos e família.

A busca por dados reais transformou-se em uma “corrida da informação”. Nesse sentido, estamos propensos a “dar um Google” em tudo que recebemos, a fim de constatarmos a veracidade das informações.

Privacidade acima de tudo

Segundo o Relatório de Barômetro de Confiança da Edelman, 60% das pessoas não confiam nas empresas de mídias. Escândalos de vazamentos de dados envolvendo grandes empresas como o Facebook, por exemplo, incentivaram os usuários a não exporem tanto seus dados, diferente de alguns anos atrás.

A manipulação também está entre os fatores da desconfiança. Não é de hoje que estudos citam a utilização de pixels na distribuição de notícias, criando o famoso “filtro bolha”.

Neste sistema as empresas escolhem o conteúdo para o usuário conforme suas curtidas e interações. E não levando em consideração o que é realmente verdadeiro ou, até mesmo, importante.

A segurança da informação está mais do que nunca entre os primeiros pilares que transmitem confiança e certeza nesta complexa relação de usuários e plataformas sociais.

De volta à realidade

A influência da internet na vida das pessoas é tão grande que os itens citados mudam a maneira como as mídias sociais são vistas e utilizadas.

Os “stories” estão tomando o espaço das publicações em feed. O motivo? A realidade mostrada através deles.

Em um momento em que é difícil distinguir o verdadeiro do falso, nada melhor do que expor a vida como ela é.

Esta forma de apresentar informação está ditando o rumo do conteúdo digital. As pessoas estão cada vez mais buscando e encontrando influenciadores, empresas e artistas que expõem seu dia a dia de uma forma mais natural e realista. Desta forma é possível transmitir confiança a quem está consumindo aquele conteúdo.

E a geração mimimi, onde fica nesta história?

A tendência dos usuários é pesquisar cada vez mais informações. Agregando mais conhecimentos, gerando críticas e trazendo à tona assuntos nunca discutidos antes. Encontrar o equilíbrio neste meio não é uma tarefa simples, muito menos fácil.

Compreender que o comportamento da internet também tem seu peso nas novas críticas, está longe de ser um entendimento geral.

Contudo, estimular o compartilhamento de informações verídicas pode ser um caminho para o fim deste conflito.

Mas, deixamos aqui o questionamento: seria a geração mimimi os grandes responsáveis pelo rumo das mídias sociais? Conta para gente a sua opinião nos comentários abaixo!

Aline Oliva

Redatora Social Media da Adove Comunicação

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